Viagens – Cânions em Cambará do Sul – RS

Cambará do Sul é um pequeno município na serra gaúcha com população de aproximadamente 6 mil habitantes. O centro da cidade é pacato, como seu número de moradores faz deduzir. Tem poucas opções de restaurantes e conta com alguns serviços básicos como mercado e farmácias. O que salta à vista na chegada à cidade é a quantidade de agências de turismo receptivo, o que, ainda no campo da dedução, nos dá indícios que ali perto existe algo a ser descoberto.

Ficamos hospedados fora da área urbana, no peculiar Parador Casa da Montanha, localizado na estrada para o Cânion Itaimbezinho (de chão batido, cheia de pedras e bem ruim).

Embora o caminho não seja dos melhores, vale a pena a experiência de pernoitar no hotel, que mistura o rústico com o sofisticado de maneira bem interessante. A construção é quase toda de madeira, na beira de um riacho e os os quartos, inspirados em lodges  de safari africanos, são “barracas térmicas” confortáveis e muito bem decoradas. A recepção foi bem simpática, bem como a gastronomia oferecida é muito boa, um diferencial relevante em uma cidade com poucas opções.

Hotel 1

 

Hotel 2

No primeiro dia fomos “reconhecer” a cidade, pesquisamos preços de passeios e aproveitamos as comodidades do nosso próprio hotel. Fechamos o passeio para o Cânion Fortaleza no dia seguinte com a Rota Aparados, que nos ofereceu um preço bem mais acessível que o da agência indicada pelo Parador, por outro lado, devido à economia tivemos que tomar o café da manhã correndo e encontrar nosso guia no centro da cidade.

Parque Nacional Serra Geral

Cânion Fortaleza

A agência nos levou para o Cânion em um Land Rover com um pequeno grupo. A estrada para o Fortaleza também é bem ruim, grande parte é de chão batido com pedras. Saímos da cidade com o céu aberto e chegando lá o tempo estava com névoa, o guia então nos levou para a trilha da borda do cânion. Após poucos minutos de caminhada nos deparamos com esse visual incrível.

Fortaleza 1

 

Fortaleza 2

Conforme o tempo foi abrindo, pedimos para o guia para ir à trilha do mirante, onde teríamos uma vista melhor do cânion (caso déssemos sorte), andamos para lá e… demos sorte!

Fortaleza 3

Quando chegamos no mirante o céu não estava exatamente azul, mas era possível contemplar a linda vista.

Fortaleza 4

As duas primeiras trilhas levaram em torno de duas horas e meia.

Trilha da Cachoeira do Tigre Preto e Pedra do Segredo

Após chegarmos ao mirante, o qual descemos já com serração, voltamos para o carro e seguimos para a trilha seguinte. O interessante foi que a trilha era bem diferente, com um pouco de mata fechada e um rio para atravessar.

Rio do tigre Preto 2

Após atravessarmos o rio pulando algumas pedras chegamos a um mirante onde era possível ver a cachoeira do Tigre Preto de perto.

A continuidade da trilha leva à pedra do segredo, cujo nome se deve a rocha que “misteriosamente” se equilibra como um iogue em uma base bem estreita.

Pedra do Segredo

Essa trilha levou cerca de uma hora e meia.

O Parque Nacional Serra Geral é relativamente recente, razão pela qual as trilhas não são muito bem sinalizadas, além disso, a estrada para lá consegue ser pior que a do Itaimbezinho. Achei que valeu a pena contratar um guia, tanto por conta do transporte até o local, quanto pela segurança nas próprias trilhas.

Voltamos para a cidade, almoçamos rapidamente e partimos para o

Parque Nacional Aparados da Serra

Cânion Itaimbezinho

tendo em vista que o horário limite para entrar na trilha do cânion Itaimbezinho é às 15:00. Embora a estrada para lá seja ruim, o parque é extremamente bem sinalizado, e a trilha para o cânion é quase uma estrada de terra, sendo muito tranquila para fazer sozinho, mesmo para iniciantes.

Os primeiros dois quilômetros de trilha são na mata, e ao chegarmos na borda do cânion já nos deparamos com o visual fantástico (e bem diferente do Fortaleza)

Itaimbezinho 1

Itaimbezinho 2

Itaimbezinho 3

Após a fácil trilha do Itaimbezinho (dura aproximadamente duas horas) voltamos à sede do Parque Nacional onde fizemos a curta (e pavimentada) trilha do vértice. Também valeu à pena. Lá nos encantamos com mais uma cachoeira bem bonita.

Vertice

No total foram quase vinte quilômetros de caminhada nas cinco trilhas. O cansaço certamente é menor que a recompensa. Se tivéssemos mais tempo em Cambará talvez fizéssemos um parque em cada dia, colocando o passeio do circuito das águas ou cachoeira dos venâncios em uma das tardes (para relaxar em cachoeiras balneáveis). Uma coisa é certa, o local é lindo e vale a visita!

 


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Mapa


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