Viagens – Final de Semana em Floripa

Florianópolis normalmente é associada à riqueza e ostentação de Jurerê Internacional, com suas mansões, carrões e festas,  contudo, para os que, como nós, gostam de um turismo mais pé no chão, apreciadores de natureza e história, a ilha de Santa Catarina não decepciona. Com resquícios da imigração açoriana no Centro Histórico e em Santo Antônio de Lisboa e lindas praias a desbravar no sul da ilha, Floripa encanta também os que não ligam tanto para o famoso estilo de vida de Jurerê.

Centro Histórico

Como não tínhamos muito tempo na cidade e era setembro (não sabíamos se ia dar praia) nos hospedamos no centro da cidade. Ficamos no bom hotel Majestic Palace, localizado na Beira Mar Norte, via expressa que leva rapidamente ao centro e ao norte da ilha, bem como tem uma bela vista além de ficar ao lado do Beiramar Shopping, o que foi bastante prático.

No sábado pela manhã iniciamos nossa visita pelo centro conhecendo o Mercado Público de Floripa. O local nos agradou bastante por ser pequeno em comparação a mercados de outras cidades e muito bem cuidado e limpo. Para a nossa sorte estava rolando uma festa alemã. Tivemos que “fazer o esforço” de tomar um chope artesanal geladinho logo cedo.

Continuando nossa caminhada pelo centro passamos pela Casa da Alfândega e fomos ao Museu Histórico de Santa Catarina (Palácio Cruz e Souza), que  foi construído no final do império para abrigar a casa de governo da Ilha de Santa Catarina. Por conta do tempo apertado conferimos o museu apenas por fora, mas isso não foi problema já que é possível fazer uma visita virtual aqui.

Santo Antônio de Lisboa

Em seguida pegamos o carro e nos encaminhamos para Santo Antônio de Lisboa, um bairro que mantem viva a história da colonização açoriana. Dizem que de lá se vê o mais bonito por do sol da ilha, contudo, fomos para no horário de almoço e conferimos “apenas” um belo dia de sol.

 

 

Há uma série de restaurantes na orla do povoado. Escolhemos sentar no restaurante Chão Batido, que tem um deck na beira do mar. Lá bebemos uma cerveja gelada e comemos um delicioso peixe com crosta de castanha acompanhado de arroz de caju. Em seguida tomamos um café e sobremesa no charmoso Café da Praça, que além de doces deliciosos e decoração bacana conta com uma série de bilhetes de clientes escritos à mão ou até mesmo datilografados na maquina de escrever exposta no local.

Terminando a visita a Santo Antônio caminhando pelas lojas que vendem arte e artesanatos.

Fortaleza São José da Ponta Grossa

Após a calma e agradável refeição fomos conhecer a Fortaleza São José da Ponta Grossa, cujo início da construção foi em 1740. É uma bela construção histórica situada na ponta de Jurerê, bem no norte da ilha.

No final da tarde, mesmo sendo baixa temporada pegamos trânsito na volta do norte ao hotel. Procuramos um lugar legal para jantarmos à noite e encontramos o Vie Vin, que tem uma proposta bem interessante, servindo vinhos pouco conhecidos (mas muito bem selecionados), em um espaço pequeno e descontraído. Além disso a música ao vivo estava excelente.

Sul da Ilha

No segundo dia estava mais quente e resolvemos ir à praia.

Nossa ideia inicial era ir à Ilha do Campeche, fomos informados que normalmente saem barcos para lá da Praia do Campeche e da Armação, contudo, como era baixa temporada não conseguimos encontrar barqueiros na primeira praia e seguimos para a Armação. O local é uma pequena vila de pescadores bem simples, com a bonita Igreja Santana construída em 1772.

Demos uma caminhada pela praia, buscando um lugar para ficar e avistamos a Ponta das Campanhas, fomos até lá, visualizar a região (o local é como um mirante) e vimos a Praia do Matadeiro à direita. Pegamos uma curta trilha (pavimentada- de no máximo 15 min) e chegamos na Praia quase deserta.

Após o banho de mar já era hora de pegarmos o avião de volta para casa. Como tínhamos pouco tempo faltaram muitas atrações da ilha. Fomos embora com vontade de voltar. Quem sabe um dia até morar em Floripa.

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